Vamos iniciar esta coluna com uma afirmação polêmica: “Nem todas as lesões cervicais não cariosas (LCNC) precisam ser restauradas, mas quase todas de alguma forma deveriam receber um procedimento de recobrimento radicular”.

Em nosso dia a dia clínico, observamos um aumento da prevalência de pacientes que

chegam ao consultório com LCNC. Em sua definição, trata-se de uma lesão caracterizada pela perda de esmalte na região cervical do dente, sem envolvimento bacteriano 1.

Normalmente, sua etiologia é multifatorial e pode ter início por erosão, atrição, abrasão ou abfração, dependendo da origem primária.

Dados da literatura descrevem que a prevalência destas condições na população pode chegar a até 67,8%, sendo que aproximadamente 50% dos pacientes também apresentam quadros de hipersensibilidade dentinária (HD)2.

Os caninos e os pré-molares são os dentes mais afetados. Em resumo, é um quadro clínico muito comum em nosso consultório odontológico, do clínico geral ao periodontista.

A questão é: como realizar o tratamento destas condições clínicas?